quarta-feira, 27 de junho de 2012

As primeiras dores

Outubro de 2008

Comecei a ter dores fortes na mão direita, por cima do polegar e também na planta do pé esquerdo.

Fui ao Centro de Saúde da Buraca. Quando entrei, antes de ter dito algo, a médica perguntou-me se eu ia lá para pedir baixa. Respondi que não e ela disse-me:

       - Estou farta desta merda, as pessoas vêm para aqui com um ar saudável a fingir que estão doentes.

Passei-me e deu-lhe um sermão: - Dra. eu estou aqui porque estou com dores fortes e agradeço que seja educada. A Sra. está aqui a ganhar dos impostos que todos nós, contribuintes, pagamos e portanto no mínino tem de ter respeito pelos doentes. Se está farta disto então meta baixa a Sra. que é uma atitude mais respeitável.

Entretanto depois de apresentar as queixas das minhas dores, ela mandou-me fazer análises e fazer radiografias às mãos e aos pés.

Passado um mês a aguentar as dores fui lá mostrar os exames pedidos e ela disse-me:

        - O Sr. não tem nada!

Tive que insistir que alguma coisa se passava para ter dores para ela me receitar um anti-inflatório, neste caso o Celebrex. Tomei conforme a prescrição aconselhada mas as dores diminuiram pouco.

Aproveitou também para me mandar fazer análise ao Factor Reumatóide, pois tinha-se esquecido. O resultado indicou o valor de 9,3 (valor de referencia até 14,5).

Adicionalmente passou-me uma referenciação para ir ao Instituto Português de Reumatologia.

Alguns dias depois, uma amiga que trabalha no Hospital de São José, no serviço de Medicina Interna, disse-me que me ia arranjar uma consulta para resolver o problema.

Fui a este serviço duas vezes, deram-me duas injecções (infiltracções de costicosteróides) na mão e no pé. A dor desapareceu e nunca mais voltou, facto que me levou a desistir de ir ao Instituto Português de Reumatologia.

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